É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com a atriz Afrodite Carolina, uma talentosa artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Afrodite compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?
Quando não estou atuando ou estudando atuação, gosto de criar e viver a arte. Escrevo, leio, pratico dança cigana e carimbó e, atualmente, faço aulas de dança do ventre. Também toco violão e bateria.
Falo inglês em nível avançado.
Além disso, gosto de frequentar teatros, orquestras e cinemas. Assisto a muitos filmes e séries; tenho preferência pelos clássicos, mas também me impressiono com o novo e acredito que ele é essencial para a evolução das artes visuais.
Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?
O teatro me atravessou pela primeira vez quando fui ao circo, aos quatro anos de idade. Lembro nitidamente do deslumbre que senti ao observar os movimentos ensaiados, o contexto expressivo e bem-humorado daqueles artistas em cena.
Tive pouco acesso à cultura durante a infância, mas, na adolescência, iniciei um curso livre de teatro nas Oficinas Culturais de Mauá (SP), onde comecei, de fato, a desenvolver minha atuação.
Iniciei meus estudos na Escola de Teatro e Televisão Incenna, em janeiro de 2020. Com a chegada da pandemia, as aulas passaram a ser online, formato que não funcionou para mim. Tranquei o curso e retornei em janeiro de 2022 e terminei no final de 2023, quando me formei e concluí a obtenção do DRT. Foi uma realização construída com muito esforço e dedicação. Trabalhei intensamente, valeu a pena e eu faria tudo novamente.
Atualmente, continuo meus estudos de forma independente, além de participar de cursos e workshops.
O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver desse universo? Precisou abrir mão ou interromper alguma coisa?
Minha decisão de viver da arte exigiu coragem e alguns distanciamentos importantes. Nem todos ao meu redor compreendiam essa escolha, por ser um caminho considerado não convencional. Em determinado momento, precisei decidir entre seguir expectativas externas ou honrar aquilo que fazia sentido para mim. Optei por trilhar meu próprio caminho, mesmo que isso significasse enfrentar desafios e amadurecer mais cedo. Foi uma escolha que me fortaleceu e reafirmou meu compromisso com a minha vocação.
Escolhi fazer por mim aquilo que ninguém nunca fez: validar meus sonhos e minha escolha. Decidi seguir independentemente das dificuldades, provações e processos de evolução. Prefiro enfrentar obstáculos no caminho que escolhi do que viver uma vida que, no final, me faria sentir que perdi meu tempo. Foi a melhor decisão que tomei.
Cada papel é um recomeço. Como é para você viver esse processo e como encara cada novo projeto?
Concordo plenamente com essa afirmação. Vivo o processo de construção do personagem por meio do que chamo de “duplo consciente”, que me permite acessar estados de presença a partir da criatura que precisa ser representada por um corpo ativo.
Faço uma análise estrutural do personagem: o que o motiva a ser como é, a andar, respirar, pensar e raciocinar da maneira que faz. Esse processo exige desapego do próprio ego e a compreensão de que o ator se torna um corpo de atravessamento para aquele ser.
O personagem precisa do ator, e o ator também se compreende melhor como profissional e como técnico a partir dele. Assim, o trabalho se torna verdadeiro, sem necessidade de fingimento — tudo é sentido e real.
Sempre encaro esse processo com maturidade e profissionalismo, utilizando os estudos e conhecimentos técnicos adquiridos para que nada se misture de forma desorganizada entre mim e o personagem.
Considera importante que o artista se recicle?
Sim, considero fundamental. A reciclagem constante mantém o artista atualizado, sensível às transformações do mercado e em permanente evolução técnica e emocional.
Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga a sua evolução?
Hoje me sinto mais segura e menos tímida. Antes, me expressar não era tão fácil quanto agora. Também compreendo melhor as dinâmicas dentro de um set, o que me traz mais confiança.
No início, receber um “não” em testes me afetava muito; hoje encaro isso de forma natural, entendendo que faz parte do processo. Isso não me abala, apenas me motiva a correr ainda mais atrás do “sim”.
Também entendo que existem diferentes perfis de produtores, diretores e equipes, e me sinto aberta e disposta a compreender cada dinâmica e colaborar da melhor forma possível.
Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? Como enxerga essas práticas na sua vida?
Eu preciso estar atuando, então tudo o que envolve atuação me atrai. O teatro possui algo muito especial, principalmente pelo trabalho corporal exigido diante do público. O ator precisa alcançar, por meio do corpo, da voz e da presença, até a última pessoa da última fileira. Para isso, o corpo cresce, a voz se expande e as expressões se intensificam.
No cinema e na TV, com as câmeras captando diversos ângulos, essa necessidade de expansão diminui consideravelmente, e o mínimo se torna mais interessante. Uma microexpressão pode ser vista de forma clara e próxima por todos. Aprecio profundamente todos esses lados da atuação.
Concílio as atividades de maneira organizada e planejada, buscando sempre que cada trabalho seja realizado da melhor forma possível. Ainda não tive tantas oportunidades, mas sigo em constante busca.
Fale dos seus últimos trabalhos.
Meu primeiro trabalho após a formação foi a peça teatral Os Felizes, livremente inspirada na obra O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe. Participamos do Primeiro Festival Profissionalizante de Barueri, no qual fomos premiados como Melhor Peça e Melhor Direção, além de duas indicações de Melhor Atriz para o elenco: eu e Maiane Graziela.
Em seguida, participei do meu primeiro longa-metragem, Saltimbancos, do gênero terror, ainda não lançado oficialmente, com previsão de estreia para 2026.
Atualmente, fui aprovada para um novo longa-metragem que será gravado no Rio de Janeiro, no qual farei meu primeiro papel como protagonista.
Já te acharam parecida com alguma atriz, artista ou celebridade?
Sim, Alexa Demie.
Que personagem gostaria de interpretar?
Gosto de personagens intensas: mulheres fortes, sensuais e enigmáticas, com personalidade marcante, inclusive vilãs elegantes. Personagens que, diante da câmera, não sejam apenas bonitas, mas impactantes.
Também me permito explorar registros diferentes de atuação, como personagens voltadas para o humor, além de papéis que expressem doçura e leveza.
Projetos futuros
Pretendo me inserir de forma consistente no audiovisual e no teatro, além de criar e desenvolver projetos autorais. Sou uma pessoa criativa, com muitas ideias que surgem constantemente; costumo anotá-las com a esperança de, no futuro, colocá-las em prática com mais experiência. Tenho consciência da importância de aprender com profissionais mais experientes, trabalhar continuamente e me desenvolver passo a passo.
Equipe de Conteúdo Emplacar Você