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Bate-papo com Bruno de Oliveira

É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com o ator Bruno de Oliveira, um talentoso artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Bruno compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.

Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando? 

Quando não estou atuando, estou estudando técnicas, práticas e vivências teatrais, ou elaborando aulas e mantendo contatos artísticos. Mas quando saio dessas dinâmicas, gosto de assistir a um bom filme, andar de bicicleta pela orla, dar um mergulho na praia à noite, quando o tempo permite, e ir ao teatro, principalmente para ver amigos atuando.

Atualmente, meus esportes são musculação e bicicleta. Por muitos anos pratiquei capoeira angola (sou formado trenel pelo Mestre Marrom). Também joguei futebol e cheguei a atuar na base do Fluminense. Além disso, fui bodyboarder durante muitos anos: tive patrocínio e ganhei diversos campeonatos no Rio de Janeiro.

No canto e na dança, é só hobby. Sou afinado, tenho bom ouvido e toco instrumentos como autodidata: gaita, berimbau, pandeiro e atabaque. Não sou fluente em outros idiomas, mas tenho boa compreensão de francês, espanhol e inglês.


Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começou a sua história com a arte?

Vixe, a história é longa… mas vou resumir.
Eu era competidor de bodyboard e, um dia, uma das meninas que acompanhava as competições perguntou se eu queria ir com ela a uma aula de teatro, no Teatro Laura Alvim, em Ipanema. A aula era do Daniel Hertz. Fui só para observar, porque não conhecia nada de teatro. Mas, a convite dele, acabei fazendo a aula e adorei. Nunca mais parei.
Isso foi em 1993 — e essa menina eu nunca mais encontrei.


O que mudou na sua vida e na sua rotina quando decidiu viver desse universo? Precisou abrir mão de algo?

Comecei muito jovem, com 17 anos. Então, desde cedo precisei abrir mão de algumas coisas por causa da arte. Quando cursava o nível técnico da CAL, precisei trancar porque fui servir ao Exército. Quando retornei, continuei estudando, mesmo servindo por 1 ano e 2 meses.

Enquanto minha turma saía para comemorar depois das peças, eu ia para casa porque precisava acordar cedo para o quartel.
Além disso, tenho três filhas — então imagina a quantidade de renúncias nessa história (risos).


Cada papel é um recomeço, um novo preparo. Como vive esse processo e como encara cada novo projeto?

Os personagens são construídos a partir do corpo. Penso no corpo de cada um. Busco referências em filmes, novelas, livros, documentários e na vida real. A imaginação e a intuição fazem parte do processo. É assim que eles nascem.


Você considera importante que o artista se recicle?

Sempre! Senão enferruja. É muito importante fazer cursos, trocar ideias com colegas e estar em movimento artístico.
Parar, jamais.


Do seu primeiro trabalho até hoje, como enxerga sua evolução?

Hoje estou muito mais seguro. Antes eu era bastante inseguro e tinha receio do que as pessoas iam achar da minha atuação. Ainda tenho um pouquinho (risos), mas essa preocupação diminuiu muito.


Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? Como concilia tantas atividades?

Faço muito teatro e amo. Dou aula de teatro há aproximadamente 20 anos e também amo.
Gosto de TV, mas faço pouco, geralmente participações. Gostaria de fazer um personagem com mais destaque.
Amo cinema, mas não me chamam tanto. Minha meta é fazer mais cinema a partir de 2026.


Fale dos seus últimos trabalhos.

Atualmente estou em cartaz com o espetáculo AZUL, que fala sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista). A peça foi contemplada com o Prêmio APTR como melhor espetáculo de 2024 e com o APCA como espetáculo do ano de 2025. Estreamos em 2023, no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), e seguimos pelo país. Já realizamos quase 250 apresentações para aproximadamente 25 mil pessoas.
Faço o personagem-título — na verdade, manipulo o boneco que representa o personagem.

Faço parte da Artesanal Cia de Teatro, que tem 30 anos de existência. Entrei em 2009. Em 2018, fomos à China com o espetáculo O Homem que Amava Caixas, que integra o repertório da companhia.
@artesanalciadeteatro


Já te acharam parecido com algum ator, artista ou celebridade?

Dizem que pareço com o Sérgio Cabral (político) — tanto que fiz uma participação interpretando ele na série Impuros, 4ª temporada.
Também dizem que pareço com Jack Nicholson e com Matheus Nachtergaele.


Que personagem você gostaria de interpretar?

Iago, da peça Otelo, de Shakespeare.
E tenho muita vontade de interpretar personagens biográficos. Adoro interpretar pessoas reais.


Projetos futuros?

Quero retornar com meu monólogo “Restamento”, que estreou em 2022 no Sesc 24 de Maio, em São Paulo.
Estou escalado para o longa “7 Mortes”, dirigido por Marcelo de Paula, com previsão de filmagem em 2027, na Amazônia.
E sigo em cartaz com AZUL.

Equipe de Conteúdo Emplacar Você 

 

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