É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com a atriz Fernanda Laborde, uma talentosa artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Fernanda compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?
Sou uma pessoa extrovertida, que gosta de conhecer lugares novos e estar com as pessoas importantes para mim. Para relaxar, gosto de assistir a filmes e séries e ouvir minhas playlists de indie. Estudo línguas: tenho inglês em nível intermediário e espanhol básico. Pratico musculação, tenho noções de patins (ainda em aprendizado) e tênis. Sempre gostei de dançar e tenho muita facilidade para aprender, embora não esteja estudando nenhuma modalidade específica no momento.
Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?
O teatro foi meu presente de aniversário de 10 anos, em 2003. Iniciei em cursos livres, participando de apresentações semestrais, e não havia nada que eu gostasse mais de fazer. Em 2015, tirei o DRT e passei a realizar testes, investindo cada vez mais em técnica e interpretação voltadas para o audiovisual. Sempre tive a arte como algo essencial na minha vida, mas, inspirada pelo meu falecido pai, que era ator, decidi seguir esse caminho como carreira.
O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver desse universo? Precisou abrir mão ou interromper alguma coisa?
Abandonei a advocacia para focar integralmente na carreira artística. Cursei Direito, me formei em 2018 e atuei na área por cinco anos, conciliando com campanhas, curtas e peças. Aos poucos, fui migrando e direcionando toda a minha energia para a carreira de atriz.
Cada papel é um recomeço. Um novo preparo, um novo estudo, um mergulho em uma nova identidade. Como é para você viver esse processo e como encara cada novo projeto?
Cada projeto é um novo universo a ser construído em todos os seus detalhes. É uma nova forma de enxergar o mundo, que deve ser trabalhada e defendida até o final da obra. Minha linha inicial de construção da personagem parte da definição das relações e de todas as suas camadas, temperadas pelas nuances que o roteiro propõe. Gosto de ter uma base sólida para que a personagem seja atravessada pelas circunstâncias das cenas de forma genuína.
Considera importante que o artista se recicle?
Buscar novas formas de alcançar a verdade dos personagens é o básico do trabalho de um ator ou atriz, já que é necessário um amplo repertório técnico e emocional.
Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga a sua evolução?
Vejo uma evolução tanto na bagagem pessoal quanto no conhecimento técnico, o que se reflete diretamente nos resultados das cenas. Internamente, sinto a mesma satisfação que senti na primeira vez que subi ao palco — interpretando uma boneca de pano — nas cenas que faço hoje. No entanto, percebo que a forte empatia que sempre tive pelas pessoas e suas histórias foi sendo canalizada para a interpretação com mais técnica e lapidação.
Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? De que forma enxerga essas três práticas na sua vida e como concilia tantas atividades?
O que mais gosto e tenho grande vontade de fazer é cinema e streaming. Me realizaria muito participar de um projeto que alcança as pessoas em seus momentos de lazer e descanso, contribuindo para oferecer novas visões de mundo. As três linguagens são caminhos distintos para contar histórias, e pretendo sempre que possível transitar entre elas. Gestão de agenda, senso de prioridade e comprometimento serão essenciais para conciliar os trabalhos futuros.
Fale dos seus últimos trabalhos.
Em 2024, protagonizei o curta Casulo, interpretando Heloísa, uma mulher que dribla a matrix em busca de sua verdade pessoal. No teatro, dou vida à personagem Agente 77, uma espiã exemplar e bem-sucedida, parceira do protagonista da peça Agente 031. Minhas campanhas publicitárias mais recentes foram para a Localiza Seminovos e para a Secretaria de Estado de Justiça de Minas Gerais.
Já te acharam parecida com alguma atriz, artista ou celebridade?
Já fui comparada a Kerry Washington e Shay Mitchell. Diretores de elenco também comentam sobre meus traços indígenas e perfis como advogada ou investigadora. A característica física mais notada e elogiada costuma ser o sorriso e as covinhas.
Que personagem gostaria de interpretar?
Gostaria muito de atuar em séries de suspense e obras de ficção científica. Admiro personagens bem definidas, que contribuem ativamente para o desenvolvimento da trama.
Projetos futuros?
Em 2026, sigo em cartaz com a peça Agente 031. Também atuarei em um curta-metragem, interpretando uma mulher recém-casada que tem a vida interrompida por uma tragédia. Nos meses de março e abril, realizarei a preparação de elenco da oficina Personagem em Foco, aprovada na PNAB BH, com realização da produtora artística Vivendo Nosso Roteiro, que fundei em 2025.
Equipe de Conteúdo Emplacar Você