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Bate-papo com Gabi Dallacostah

É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com a atriz Gabi Dallacostah, uma talentosa artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que a motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa,  Gabi compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.

Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?

Sou bem família. Quando não estou atuando, gosto de estar perto deles ou viajar com amigos. Danço desde pequena e sempre amei dançar, isso me inspira tanto quanto atuar. Faço jazz, dança do ventre e stiletto, e este ano pretendo voltar com tudo, porque a dança ajuda muito na minha ansiedade. Além disso, gosto de praticar muay thai, que vejo como uma luta mais coreografada do que agressiva. Como atriz, procuro aprender de tudo um pouco, porque acredito que quanto mais completo o ator, melhor. Ano passado comecei aulas de canto, sempre gostei de cantar e, por causa de uma websérie em que precisei cantar, acabei me empolgando ainda mais. Inclusive, escrevi uma música. Falo espanhol fluentemente e este ano quero focar no inglês e no italiano. O inglês é essencial e o italiano tem um valor afetivo para mim, já que meu avô falava e eu acho lindo poder me reconectar com esse idioma.

Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?

O meu interesse pela atuação não começou no teatro, até porque não havia teatro na minha cidade. O meu único contato com a arte era pela televisão e pelos filmes que passavam na TV, já que também não havia cinema onde nasci. Tudo começou quando eu tinha cinco anos. Eu assistia novelas infantis com a minha avó e dizia, com toda certeza do mundo, que seria atriz. Desde pequena sempre gostei de novelas, filmes e tudo que envolvia atuação. Na escola, fazia teatro e alimentava o sonho de um dia sair da minha cidade para trabalhar com arte.

O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver deste universo? Precisou abrir mão ou interromper alguma coisa?

O que mais mudou foi morar longe da minha família e me mudar de cidade. Esse é o maior desafio, porque acredito que, se eles estivessem por perto, o processo seria mais leve. Quando a saudade aperta, é difícil estar sozinha, mas entendo que faz parte do caminho para alcançar voos maiores. Outra grande mudança foi entender que o ator não tem uma rotina fixa. Ou você cria uma rotina quando não está trabalhando, ou acaba vivendo na ansiedade de um trabalho aparecer. No início é angustiante, mas depois que você compreende esse processo, tudo fica mais tranquilo. Acho que o maior desafio é lidar com o “não”. Nunca é fácil. Eu fico triste, choro, me frustro, mas a vontade de conquistar fala mais alto. Com o tempo, aprendi a deixar as coisas fluírem, sem tanta ansiedade, confiando que tudo acontece no momento certo.

Cada papel é um recomeço. Um novo preparo, um novo estudo, um mergulho em uma nova identidade. Como é para você viver esse processo e como encara cada novo projeto?

Cada novo projeto é uma nova chance de mostrar o meu potencial como atriz. Sempre torço para interpretar personagens diferentes entre si, porque me considero versátil. Para mim, o mais especial da profissão é o processo. É nesse momento que mergulho em mim mesma, descubro novas formas de criação, testo métodos e técnicas. O mais mágico é emprestar o meu corpo e a minha emoção para dar vida a outra pessoa, viver outras histórias.

Considera importante que o artista se recicle?

Acho essencial. A arte vive de movimento, troca e evolução. Um artista que não se recicla acaba se repetindo e a repetição, sem propósito, esfria a essência. Se reciclar não é perder a identidade, é expandi-la. É ter coragem de aprender, se reinventar e acompanhar o mundo sem deixar de ser quem você é. Para mim, um artista de verdade nunca para de se construir.

Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga a sua evolução?

Eu evoluí muito. Meu primeiro trabalho foi uma participação em Verdades Secretas 2. Era a minha primeira vez em um set, tudo era novo e eu estava completamente deslumbrada, o que faz parte, principalmente considerando de onde eu vim. Hoje, quando entro em um set, já chego como a personagem. A minha preocupação não é mais apenas estar ali, mas entregar um trabalho com verdade. Quero aproveitar cada oportunidade ao máximo, com excelência, para abrir portas para novos trabalhos.

Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? De que forma enxerga essas três práticas na sua vida e como concilia tantas atividades?

Acho que cada linguagem tem a sua magia. Sou apaixonada por televisão e cinema, porque foram as formas que eu tinha de me aproximar da arte quando morava no interior. Mas também amo o teatro, que traz mais liberdade para o ator criar. Quero transitar por todas essas vertentes. Desejo poder contar histórias de diferentes formas e, ao longo da minha carreira, ter a liberdade de escolher onde quero estar em cada momento, seja televisão, teatro ou cinema.

Fale dos seus últimos trabalhos.

Meus últimos trabalhos foram uma participação na novela Fuzuê e a websérie O Que Não Falamos, que aborda a representatividade LGBT. Foi uma experiência incrível, porque foi o meu primeiro personagem e, ao mesmo tempo, minha primeira protagonista. Tenho muito carinho pela Luciana e por tudo que aprendi com ela.

Já te acharam parecida com alguma atriz, artista ou celebridade?

Muita gente brinca que, quando estou loira, pareço com a Paris Hilton. Acho engraçado, mas realmente o meu estilo e o formato do meu rosto lembram um pouco. Também já disseram que, com o cabelo escuro, lembro a Daniela Perez. Não sei se vejo tanto assim, mas acho divertido quando fazem essas comparações.

Que personagem gostaria de interpretar?

Estou produzindo um curta que fala sobre relacionamento abusivo e homens narcisistas, inspirado em experiências que vivi. Diante de tantos casos de feminicídio, quero contar essa história para mostrar que o abuso começa com sinais sutis. A ideia é ajudar outras mulheres a se identificarem, perceberem que não estão sozinhas e entenderem que é possível sair de uma relação tóxica, assim como eu consegui.

Projetos futuros?

Quero continuar me desafiando como atriz, explorando personagens cada vez mais complexos e diferentes entre si. Também pretendo investir cada vez mais em formação, aprimorando canto, dança e idiomas, além de tirar do papel novos projetos autorais que tenham propósito e impacto.

Equipe de Conteúdo Emplacar Você

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