É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com o ator Gustavo Carvalho, um talentoso artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Gustavo compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?
Independentemente de atuar, muito da minha vida gira em torno da arte: escuto música, adoro ler e escrever, além de ser viciado em séries e filmes. Mas, no dia a dia, também curto muito praticar esportes. Ultimamente, tenho me dividido entre a musculação, a natação e o jiu-jitsu — que, por incrível que pareça, é conhecido como “arte suave” e me ajuda muito a relaxar e ficar focado no momento presente, o que considero de suma importância para o ator.
Também gosto de encontrar a família (tenho muitos afilhados) e os amigos, jogar com eles ou simplesmente conversar e dar boas risadas. Ah, e de passear! É mais fácil me encontrar na rua do que em casa.
Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?
Desde pequeno, eu via muitos desenhos animados, assistia séries como Chaves, Chapolin, Xena, Hércules e Um Maluco no Pedaço, além de novelas na TV aberta. Isso despertou meu interesse pela atuação e, consequentemente, pela dublagem. Eu consumia dublagem sem nem saber o que era, mas com um grande apreço pelas vozes que marcaram minha infância.
No ensino médio, surgiu a oportunidade de adaptar Dom Casmurro como avaliação de uma disciplina, e a turma me escolheu não apenas para fazer o roteiro da peça, mas também para ser o Bentinho. A partir daí, o sonho ficou ainda mais forte. Aos 18 anos, entrei no Teatro O Tablado, com Lionel Fischer e Julia Stockler, e nunca mais parei. Mais tarde, me graduei como Bacharel em Teatro pela Faculdade CAL de Artes Cênicas.
O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver deste universo? Precisou abrir mão de algo?
Eu sou formado em Jornalismo pela UFRRJ e precisei decidir se queria seguir nesse ramo ou mergulhar de vez no Teatro. Optei por emendar uma graduação na outra, entrei na CAL como Aluno Extraordinário e aprendi demais com colegas e professores incríveis.
Por morar na Zona Oeste, minha rotina era puxada: acordava de madrugada, pegava ônibus, trem e metrô até a Glória. Aos sábados, ainda fazia curso de dublagem na Tijuca. Mesmo com todas as dificuldades e a instabilidade financeira, atuar é o meu lar. É onde me sinto em casa.
Cada papel é um recomeço. Como é para você viver esse processo e encarar cada novo projeto?
Acho que essa é a magia da profissão. É sempre um prazer e uma honra fazer esse mergulho na psique do personagem, criar sua história, entender suas motivações e o que temos em comum. Mas também é preciso saber dizer adeus ao papel, por mais apegado que fiquemos. Às vezes é doloroso, outras é catártico — mas é necessário deixá-lo partir e guardar o aprendizado.
Considera importante que o artista se recicle?
Sem sombra de dúvida! Ser artista é estar em eterno aprendizado. Na verdade, ser humano é isso. E como artista, não podemos achar que sabemos tudo. Sempre há algo novo para aprender. Por isso, estudo e faço treinamento intensivo no CT – Escola de Atuação Realista, para exercitar e evoluir com a prática e ter uma formação artística no ultrarrealismo.
Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga sua evolução?
É aquela velha máxima: “cada dia é uma nova oportunidade de ser a melhor versão de si mesmo”. Acho que evoluo a cada trabalho, porque cometo novos erros e aprendo com eles. Busco sempre me superar, ser dirigível, atento e absorver o máximo de cada profissional ao meu redor.
Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV?
Tenho mais experiência com teatro, que é a base de tudo, e dublagem, que me dedico há seis anos. Mas o pouco contato que tive com TV e cinema me encantou tanto que é impossível escolher. Por mim, viveria alternando entre todos.
Eu adoro essa rotina que não é rotina. Alguns amigos até brincam dizendo que tenho um “Vira-Tempo” por conseguir estar em vários lugares em horários apertados — mas é isso que me empolga.
Fale dos seus últimos trabalhos.
No teatro, meu último trabalho foi a peça de conclusão da faculdade, onde atuei e também assinei a dramaturgia, adaptando textos e costurando a montagem da turma. Antes disso, escrevi a peça infantil A Tenda Mágica, voltada ao circo, e colaborei com o monólogo PÃO, que rodou diversos estados.
Na TV, fiz uma participação em Paulo, O Apóstolo (Univer Vídeo / Seriella Productions). Já na dublagem, alguns trabalhos ainda vão estrear, mas posso citar Aile: Laços de Paixão, novela turca disponível na Max, em que dublo um dos protagonistas, Eko.
Já te acharam parecido com algum ator, artista ou celebridade?
Quando eu era mais novo, muita gente dizia que eu parecia o Marcelo Adnet. Já adulto, começaram a me comparar com o Justin Baldoni, o Rafael Solano de Jane the Virgin.
Que personagem gostaria de interpretar?
Aproveitando essa onda de remakes, acho que seria o máximo interpretar o Alexandre, de A Viagem. Minha mãe adora essa novela e eu cresci assistindo com ela. Mas, sinceramente, não tenho um tipo específico em mente. Qualquer personagem é bem-vindo, especialmente se vier com um bom roteiro.
Projetos futuros
Tenho algumas produções dubladas que ainda vão estrear e estou ansioso para ver o resultado. Ano passado, lancei um eBook na Amazon e planejo lançar outros no futuro. Também penso em me arriscar na pintura, mais como hobby do que projeto. E, na TV, meu desejo é seguir aprendendo e conquistando espaço — devagar e sempre.
Equipe de Conteúdo Emplacar Você