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Bate-papo com Gustavo Martinez

É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com o ator Gustavo Martinez, um talentoso artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa,  Gustavo compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.

Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando? 

Também sou músico: toco contrabaixo, gaita e canto. Essas atividades ocupam parte do meu tempo e alimentam minha criatividade. Escrevo poesias e produzo conteúdos em vídeo. Gosto de correr, treino três vezes por semana e frequento a academia. Além disso, assisto a séries com um olhar bastante analítico, influenciado pela minha formação em Cinema. Quando a produção é em inglês, costumo assistir sem legendas, com áudio original, para manter o contato com o idioma, no qual tenho fluência, apesar de poucas oportunidades de prática constante.

Como o teatro entrou na sua vida? Como e quando começou sua história com a arte?

Faço teatro desde a infância, ainda na escola. Aos treze anos, fui convidado a integrar um grupo teatral em Campinas, cidade onde morava na época. A partir daí, a arte passou a fazer parte da minha vida de forma permanente. Meus pais cantam, minha mãe toca piano e meus irmãos também são músicos, mas fui o único a seguir profissionalmente nessa área. Em resumo, minha trajetória sempre esteve ligada à arte, a ponto de eu não conseguir me imaginar distante dela.

O que mudou na sua vida e na sua rotina quando decidiu viver desse universo? Precisou abrir mão de alguma coisa?

Talvez eu tenha deixado de explorar outras possibilidades profissionais, mas, como sempre estive inserido no contexto artístico, não tenho uma referência concreta de como teria sido minha vida em outro caminho. A arte sempre foi uma presença constante na minha rotina e nas minhas escolhas.

Cada papel é um recomeço. Um novo preparo, um novo estudo, um mergulho em uma nova identidade. Como é para você viver esse processo e encarar cada novo projeto?

Encaro cada projeto com muita motivação, principalmente pelas possibilidades de pesquisa e pelo contato com universos que talvez eu jamais conheceria se não fosse pela criação artística. Entendo que busco referências que originalmente não me pertencem para construir um personagem, mas, ao mesmo tempo, esse personagem também é inteiramente parte de mim. Procuro encontrar dentro de mim o fundamento principal para essa construção. Acredito que somos múltiplos em nossa dimensão psíquica e que tudo o que vem de fora, por meio dos estudos e da compreensão das obras, alimenta algo interno que cresce e se manifesta das mais diversas formas através da profissão.

Considera importante que o artista esteja em constante reciclagem?

Extremamente importante. As janelas de exibição e os públicos estão em constante transformação, e não há como permanecer preso a formatos que já não existem. Além disso, esses processos de renovação proporcionam novas descobertas e funcionam como uma força motriz ao trazer desafios estimulantes. Um artista que não se desafia nem se surpreende consigo mesmo dificilmente conseguirá surpreender o público.

Do seu primeiro trabalho até hoje, como enxerga sua evolução?

Vejo essa evolução como algo natural, assim como o amadurecimento de qualquer pessoa. A maturidade proporciona um olhar mais aprofundado, resultado das experiências acumuladas ao longo da vida. Além disso, a tranquilidade para lidar com diferentes propostas e desafios acaba contribuindo para resultados mais consistentes e de maior qualidade.

Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? Como enxerga essas três linguagens na sua vida e como concilia tantas atividades?

Não consigo estabelecer uma preferência. O que mais gosto de fazer é aquilo que estou realizando naquele momento. Quando a cortina se abre, fico encantado com a resposta imediata do público. Quando a claquete bate, me fascinam as transformações internas que o processo exige para alcançar determinado resultado. Sinto-me completo em todas essas experiências. Inclusive na dublagem, uma arte que me move profundamente e que oferece uma enorme variedade de possibilidades e desafios.

Fale sobre seus últimos trabalhos.

Recentemente estive em cartaz com o espetáculo Da Janela, o Mar, e agora seguimos em circulação. Na peça, interpreto o protagonista, um personagem com algum tipo de neurodiversidade. É um trabalho extremamente sensível pelo tema abordado e bastante desafiador por representar uma criança de doze anos aos quarenta e sete. O público costuma se emocionar e recebo frequentemente manifestações de carinho, especialmente de mães que se identificam com a história. Essa motivação me levou a construir o personagem com grande dedicação, o que resultou em uma indicação ao prêmio de Melhor Ator no CBTIJ, trazendo ainda mais visibilidade ao meu trabalho.

Já disseram que você se parece com algum ator, artista ou celebridade?

Em determinado momento da carreira, algumas pessoas me comparavam ao Caio Blat. Certamente existe uma semelhança física, mas gosto de acreditar que a comparação também tenha relação com o talento, já que se trata de um grande ator.

Que personagem gostaria de interpretar?

Gostaria de interpretar algo inspirado no universo de Artaud, com uma abordagem intensa e visceral. Também tenho o desejo de viver, no cinema, personagens de forte realismo psicológico, como o psicanalista de Sessão de Terapia ou o protagonista de Bicho de Sete Cabeças.

Quais são seus projetos futuros?

Estou em pré-produção de um novo espetáculo infantil, A Princesa e a Ervilha. Paralelamente, estou finalizando o texto de um monólogo que pretendo interpretar, com previsão de montagem para o próximo ano.

Equipe de Conteúdo Emplacar Você

 

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