É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com a atriz Marcela Lima, uma talentosa artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Marcela compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?
Oi, prazer! Me chamo Marcela Lima, sou nascida em Duque de Caxias. Passei boa parte da vida trabalhando com comércio e, hoje em dia, estou me dedicando à vida de atriz e influencer, rs.
O que eu gosto de fazer? Ultimamente… terapia! Hahaha. Brincadeiras à parte, a terapia tem me ajudado muito a me entender e me respeitar — algo essencial para qualquer ser humano.
Graças a ela e ao apoio de pessoas incríveis, tenho curtido bastante meu tempo livre praticando esportes. Faço natação em mar aberto, pretendo começar a aprender futevôlei, tenho feito aulas de canto e musculação (que eu não gosto, mas sei que é necessária, rs). Estou me arriscando bastante! Quem sabe futuramente eu não me arrisco também no alemão ou francês, rs.
Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?
Eu costumo dizer que tudo começou em 2015, mas acho que a arte sempre esteve presente na minha vida de alguma forma. Lá em casa todo mundo era noveleiro. Quando a TV não estava ligada, era o rádio que fazia companhia, rs.
Mas o interesse começou mesmo depois que saí do colégio, naquele “surto” clássico de não saber o que fazer da vida. Dois atores apareceram na escola divulgando uma peça e aquilo me encantou. Eu só tinha ido ao teatro uma única vez, quando era bem pequena, mas tinha algo dentro de mim que me puxava para esse caminho.
Comecei a procurar cursos e espetáculos, porque como eu poderia ter certeza de que queria ser atriz sem nem lembrar direito como era estar em um teatro? Levei um amigo para assistir Cazuza, O Musical comigo e saí da sala chorando, hahaha. Ali eu entendi: eu precisava daquilo para viver.
O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver deste universo? Precisou abrir mão de algo?
Tudo! Absolutamente tudo, rs. Eu não entendia a dimensão da profissão quando fiz essa escolha. Na Baixada, pouquíssimas pessoas podem se dar ao luxo de escolher uma carreira artística.
Eu trabalhava em comércio e, graças aos meus esforços, aos meus pais e ao privilégio que eu tive, consegui me dedicar à carreira sem precisar trabalhar no almoço para ter o que comer no jantar. Mas foi um recomeço completo — de vida, rotina e visão de mundo.
Cada papel é um recomeço. Como é para você viver esse processo e mergulhar em novas identidades?
Isso é o que mais me encanta na profissão. Eu sou muito curiosa e falastrona, hahahaha. Se me deixarem conversando com alguém, eu quero saber a vida inteira da pessoa, ahahaha.
Essa curiosidade me ajuda muito, porque me faz querer entender o que o outro pensa, como ele funciona e por que age de determinada forma — e isso é essencial para construir um personagem.
Então, encaro esse processo de maneira única e encantadora. Para mim, cada novo papel é uma oportunidade de conhecer um novo mundo por um novo ângulo.
Você considera importante que o artista se recicle?
Com certeza! Se reciclar é importante para qualquer profissão e para a vida. Já pensou se vivêssemos hoje como vivíamos nos anos 60? Graças a Deus, podemos evoluir, crescer e nos transformar. O artista, então, precisa disso diariamente.
Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga sua evolução?
É engraçado pensar nisso, porque às vezes nem percebemos a nossa própria evolução, rs. Mas quando alguém faz essa pergunta, percebemos a importância de olhar para a trajetória.
A profissão de atriz é fantástica porque te ajuda a evoluir como ser humano. Além das técnicas e do conhecimento que ampliam nossa atuação, a profissão também nos transforma internamente.
Olhando para trás, vejo uma Marcela cheia de medos e inseguranças. Hoje, graças ao estudo e ao conhecimento, consigo entregar muito mais do que imaginava.
Consegue escolher entre teatro, cinema e TV? Como enxerga essas três práticas e como concilia tudo?
Não tem como fugir: eu sou entregue ao teatro, rs. Mas amo o audiovisual e tudo o que ele oferece.
A TV exige um tempo de dedicação intenso, mas me encanta a forma como chega à casa das pessoas e como o público a acolhe.
O cinema… ah, o cinema! Quem nunca sonhou em aparecer naquela telona? Hahaha. Ele tem um universo mais cult e oferece muitas possibilidades de criação.
Amo atuar em todos os formatos, mas o teatro tem um espaço especial aqui no meu coraçãozinho, rs.
Fale dos seus últimos trabalhos.
Comecei falando de terapia e volto nela, rs. Eu precisei me afastar um pouco para cuidar de mim — a nossa mente e nosso corpo são nossos instrumentos.
Me dediquei a isso e vou continuar me dedicando para o resto da vida. Mas agora estou bem e quero voltar com tudo! Não vejo a hora de participar de produções maravilhosas e contribuir para o sucesso delas.
Já te acharam parecida com alguma atriz ou celebridade?
De Taís Araújo a Evelyn Castro, hahahaha. Mas teve um dia, no SIBC, em que um rapaz tinha certeza absoluta de que eu era a Ramille.
Eu dizia que não era, e ele insistia que eu era, hahahaha. Até que pensei: “Amoooor, quer que eu seja? Eu sou”, hahahaha.
Fiz um sinal de silêncio, como quem diz “não espalha”, e ele pediu uma foto comigo. Ficou a noite inteira ao meu lado controlando o horário em que eu “precisava ir para a gravação”, hahahaha.
Que personagem você gostaria de interpretar?
Vilã é clichê? Hahahaha. Eu amaria interpretar um personagem com a pegada da Ritinha (A Força do Querer), da Darlene (Celebridade), da Norminha (Caminho das Índias) ou da Creuza (América).
Eu iria me divertir MUITO e ainda levar para um lado mais cômico, que eu amoooo. Também adoraria algo mais Donos do Jogo, meio Mirna e Suzana, entregando tudoooo.
Projetos futuros?
Como fiquei um tempo parada, né… decidi que agora é hora de voltar rs
Tô escrevendo um monólogo sobre esse processo que passei em relação a saúde mental… sobre essa volta que eu precisei fazer pra me reencontrar, me reconectar com a minha ancestralidade e como isso foi importante para me encontrar enquanto pessoa e artista.
Também tô atuando em um curta, que deve sair até o final do ano. Então isso já me deixa muito feliz, porque sinto que tô voltando com tudo ahahah
Estar em movimento é muito importante!
Equipe de Conteúdo Emplacar Você