É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com a atriz Maria Vitória, uma talentosa artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que a motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Maria compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?
Oi! Prazer, eu sou Maria Vitória, mas as pessoas mais próximas me chamam de Mah ou Mavi. Sou de Joinville, Santa Catarina.
Quando não estou atuando, gosto muito de cuidar de mim e do meu corpo. Treinar é quase uma terapia, faz parte da minha rotina há alguns anos já. Atualmente, estou me preparando para entrar no universo das corridas, o que tem sido um desafio novo e muito prazeroso. Além disso, ao longo da minha vida, a dança e a natação sempre estiveram presentes, foram anos dedicados a essas duas paixões.
Sou apaixonada por arte em todas as suas formas e adoro consumir conteúdos que me inspiram, seja através de filmes, séries, livros ou teatro. Acredito que tudo o que envolve o corpo e a arte conversa diretamente com o meu trabalho como atriz. Também amo estar com minha família e meus amigos, viajar e conhecer novos lugares. E existe um lado meu que costuma surpreender muita gente: sou apaixonada por futebol! Sou gremista e acompanho o time de perto, sempre que posso.
Outro aspecto que faz parte de mim é o meu interesse por astrologia. Como boa ariana, sou extremamente determinada e focada. Quando acredito em algo, vou até o fim. Ao mesmo tempo, meu ascendente em Gêmeos traz uma curiosidade enorme, que me faz estar sempre buscando aprender, estudar e descobrir coisas novas.
Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?
Minha história com a arte começou quando eu tinha 12 anos. Na época, eu estava tentando trabalhar como modelo fotográfica. Eu era ruiva, de olhos azuis, sim, eu mudei muito hahaha, e me sugeriram fazer teatro justamente porque eu era extremamente tímida.
No começo, confesso que era quase uma tortura ir para as aulas. Eu morria de vergonha, ficava super travada, mas, aos poucos, fui me soltando. O teatro foi essencial para desenvolver minha comunicação, minha oratória e, principalmente, para perder o medo de falar em público.
A grande virada de chave aconteceu quando me apresentei pela primeira vez em um palco. Eu era protagonista da peça Hotel Otero, interpretando a Priscila. Foi uma experiência muito marcante para mim. Ali eu entendi que era isso que eu queria.
O audiovisual veio um pouco depois, no início da pandemia. Na época do teatro, algumas pessoas já comentavam que eu levava jeito para a câmera, mas eu não levei tão a sério naquele momento. Só fui estudar e me aprofundar depois e, desde então, venho me apaixonando cada vez mais por esse universo.
O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver deste universo? Precisou abrir mão ou interromper alguma coisa?
Mudou muita coisa, principalmente minha rotina e minhas prioridades. Viver da arte exige entrega, disciplina e, acima de tudo, muita resiliência.
Mais do que abrir mão de coisas externas, acho que precisei abrir mão de algumas inseguranças que eu tinha comigo mesma. Tive que deixar de lado a busca pela perfeição, a necessidade de agradar todo mundo e até a ideia de seguir apenas caminhos mais convencionais.
Mas foi uma escolha muito consciente. Quando você entende o que realmente te move, os sacrifícios passam a fazer sentido. Eles deixam de ser um peso e viram parte do propósito.
Hoje organizo minha vida para conseguir conciliar os estudos, a arte e a minha profissão de advogada. É uma rotina intensa, que exige muito equilíbrio, mas, ao mesmo tempo, é extremamente gratificante conseguir transitar entre esses dois universos que fazem parte de quem eu sou.
Cada papel é um recomeço. Um novo preparo, um novo estudo, um mergulho em uma nova identidade. Como é para você viver esse processo e como encara cada novo projeto?
Eu amo esse lugar de criar um personagem do zero, entender suas especificidades, descobrir seus objetivos em cena e buscar, dentro de mim, vivências que possam contribuir para essa construção.
Cada personagem exige pesquisa, preparação e estudo. Gosto de chegar em cada projeto com muito respeito pela história que está sendo contada e, ao mesmo tempo, totalmente disponível para me transformar no que for necessário.
Acho que é isso que mais me encanta na atuação, a possibilidade de viver outras vidas e ampliar o olhar sobre o mundo. Cada trabalho é uma oportunidade de crescimento não só profissional, mas também pessoal, porque o processo de construção de um personagem traz um nível de autoconhecimento que é imenso.
Considera importante que o artista se recicle?
Muito, acho essencial. A arte está em constante movimento, e o artista precisa acompanhar esse fluxo.
Workshops, cursos, estudos e o aprimoramento de técnicas são fundamentais para manter o trabalho vivo, atualizado e em evolução. Acredito muito nesse lugar de nunca se acomodar, de estar sempre em busca de novas ferramentas e novos olhares.
Mas, para além da parte técnica, existe também o crescimento pessoal. Quanto mais repertório de vida a gente tem, experiências, encontros, vivências, mais verdade conseguimos levar para a cena. E, no fim, é essa verdade que realmente conecta com o público.
Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga a sua evolução?
Vejo uma evolução muito grande, principalmente na minha segurança e maturidade em cena.
No começo, eu era mais ansiosa, sentia que precisava provar muitas coisas o tempo todo, para os outros e para mim mesma. Com o tempo, fui entendendo melhor o meu processo e hoje confio muito mais no método que estudo e em toda a preparação que faço.
Tenho a sensação de que tudo que preciso para estar, de fato, presente em cena é construído antes, em casa, no estudo, na pesquisa, na dedicação diária. Quando chego para atuar, é como se fosse só viver aquele momento, estar disponível, presente, escutando o outro ator e deixando a cena acontecer.
A evolução é contínua. Cada trabalho traz aprendizados novos, provocações diferentes, e é isso que faz com que a gente siga crescendo, se aprofundando e melhorando sempre.
Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? De que forma enxerga essas três práticas na sua vida e como concilia tantas atividades?
É muito difícil escolher só um. O teatro foi onde tudo começou para mim, então existe um carinho muito especial. A energia do público ali, ao vivo, a troca que acontece em tempo real é algo único.
Já o audiovisual, tanto no cinema quanto na TV, tem outro ritmo, outra dinâmica de construção. É um trabalho mais minucioso, de câmera, de detalhe, que também me encanta muito.
Gosto justamente de poder transitar entre os três, porque sinto que uma linguagem alimenta e complementa a outra.
Fale dos seus últimos trabalhos.
Ultimamente tenho me dedicado intensamente aos estudos, especialmente no que diz respeito à construção de personagens. Estou vivendo uma fase de muito crescimento e aprofundamento, tanto profissional quanto pessoal, buscando evoluir constantemente como artista e como pessoa.
Em fevereiro deste ano, participei da realização de um curta-metragem independente ao lado de uma amiga que também é atriz. Sem dúvida, foi um dos projetos mais especiais da minha trajetória até aqui, porque acompanhei todo o processo desde o início: da primeira conversa em que decidimos transformar a ideia em realidade, passando pelo desenvolvimento do roteiro junto ao nosso roteirista, até a construção e gravação do projeto.
Foi uma experiência muito rica porque estivemos envolvidas em cada etapa da produção. Em projetos independentes, acabamos assumindo diferentes funções e contribuindo de diversas formas, o que torna a jornada ainda mais desafiadora, mas também muito mais gratificante.
Atualmente, estamos na fase de edição, trabalhando com nosso diretor e filmmaker, e a expectativa para o resultado final é enorme. Estou muito animada para compartilhar esse trabalho com o público e, principalmente, ver como as pessoas vão se conectar e abraçar esse projeto, que foi feito com tanto amor.
Já te acharam parecida com alguma atriz, ator, artista ou celebridade?
Já sim! Uma amiga da faculdade uma vez comentou que estava assistindo à novela Gênesis e que eu era a cara da atriz Michelle Batista. Já ouvi também que lembro um pouco a Larissa Manoela, mas confesso que não sei se me acho tão parecida com elas assim hahaha.
De modo geral, as pessoas costumam me associar a atrizes que transmitem uma imagem mais delicada e doce. Acho que isso tem muito a ver tanto com a minha fisionomia quanto com a minha personalidade. Sou uma pessoa mais tranquila, calma e observadora, e acredito que essa essência acaba refletindo na forma como os outros me percebem também.
Que personagem gostaria de interpretar?
Tenho muita vontade de interpretar personagens que fogem do óbvio e são muito diferentes de mim. Personagens que me tirem da zona de conforto e que me provoquem a acessar lugares que não vivo no dia a dia. Vejo esse tipo de desafio como extremamente rico para a atriz, porque exige mergulho, coragem e entrega.
Mas não existe um tipo específico ou um papel em particular que eu sonhe em fazer. O que vier, eu quero abraçar. Acho que cada personagem chega no momento certo e sempre traz algo novo para aprender e viver.
Projetos futuros?
Meu principal objetivo é continuar trabalhando, estudando e expandindo cada vez mais minhas possibilidades dentro da arte. Quero estar envolvida em projetos que me desafiem, tanto no audiovisual quanto no teatro, interpretando personagens que contem histórias relevantes e que tenham o poder de tocar as pessoas de alguma forma.
Estou vivendo um momento de muita dedicação aos estudos e de busca por projetos que façam sentido para mim não apenas como artista, mas também como pessoa. Acredito que uma boa trajetória é construída com propósito, consistência e paixão, valorizando cada etapa do caminho e aproveitando todas as oportunidades de crescimento que a arte proporciona.
Além disso, tenho buscado desenvolver projetos autorais e explorar novas formas de narrativa. Atualmente, estou envolvida na criação de um novo curta-metragem ao lado de amigos artistas, pensado para o formato vertical, uma linguagem que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado audiovisual. Ainda estamos na fase de desenvolvimento, mas é um projeto que está sendo construído com muito carinho, criatividade e vontade de transformar a ideia em realidade. Estou animada com tudo o que vem pela frente e aberta às oportunidades que possam contribuir para minha evolução artística e pessoal.
Equipe de Conteúdo Emplacar Você