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Bate-papo com Rodrigo Scaldaferri

É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com o ator Rodrigo Scaldaferri, um talentoso artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa,  Rodrigo compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.

Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando, pratica esportes, luta, canta, dança, fala outros idiomas fluentemente?

Sou uma pessoa bastante observadora e que gosta de conhecer culturas e lugares diferentes. Tenho meu lado futebolístico e, em contrapartida, também meu lado nerd. Quando não estou atuando, gosto muito de escrever e criar histórias — além de ator, também sou roteirista e diretor, ambos com DRT. Também gosto de assistir séries e filmes, jogar jogos de tabuleiro, computador e videogame, além de ler sobre a história de diferentes países.

Pratiquei por muito tempo futebol e tênis; no momento não estou praticando, mas planejo retornar em breve. Sei dançar flamenco (todas as sevillanas e paso doble) e falo espanhol em nível avançado e inglês em nível intermediário. Tenho ainda minha produtora artística, chamada Vivendo Nosso Roteiro, que produz curtas, documentários e peças de teatro, além de oferecer oficinas de interpretação e construção de personagem.

Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?

Eu nunca tinha feito teatro antes, porém sempre fui muito criativo. Quando eu tinha oito anos, minha madrinha ouviu no rádio sobre um teste para o espetáculo Branca de Neve e os Sete Anões, que procurava crianças para interpretar os anões. Fui na cara e na coragem, sem nenhum conhecimento prático, e fiz o teste.

Improvisei uma conversa minha com meu cachorro Said e acabei passando. Entrei nesse mundo artístico quando começaram as apresentações. A partir daí surgiram outras oportunidades, tanto no teatro quanto no audiovisual. Por já estar inserido nesse meio desde criança, percebi que queria seguir a arte como profissão.

O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver deste universo? Precisou abrir mão ou interromper alguma coisa?

Quando comecei a atuar ainda na infância, minha vida mudou bastante. Eu tinha apresentações e gravações todos os finais de semana, o que fazia com que eu não pudesse ir a aniversários, sair com amigos ou fazer qualquer outra atividade nesses dias.

Isso durou cerca de cinco anos, até meus quatorze, quando resolvi dar um basta. Parei de aceitar trabalhos e fiquei quatro anos afastado dos palcos e das telas. A arte, porém, me chamou de volta aos dezoito anos, quando entrei na faculdade de teatro.

Me formei em teatro e depois em cinema. Durante esse período também cursava biologia, mas no último período percebi que não era o que eu queria para minha vida e decidi abandonar o curso. A partir dessa decisão, foquei totalmente na área artística — e sigo assim até hoje.

Cada papel é um recomeço. Um novo preparo, um novo estudo, um mergulho em uma nova identidade. Como é para você viver esse processo e como encara cada novo projeto?

Eu adoro contar histórias e criar personagens. Amo quando consigo novos papéis e, quanto mais diferentes entre si, melhor. Essa versatilidade me encanta.

Sou muito intenso na construção e no desenvolvimento dos personagens, e esse momento do processo é o que mais me satisfaz. Utilizar essa construção aliada a tudo que estudei em técnicas de interpretação faz com que eu consiga chegar a resultados que considero muito satisfatórios.

Considera importante que o artista se recicle?

O artista tem a obrigação de se reciclar. É fundamental estudar sempre, testar e conhecer novas técnicas. A interpretação no audiovisual é diferente da interpretação no teatro, então o artista precisa saber “ligar e desligar essa chavinha” para chegar à interpretação adequada para cada linguagem.

Justamente por acreditar que muitos atores e atrizes precisam dessa reciclagem, realizo em Belo Horizonte oficinas e workshops de interpretação e construção de personagens.

Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga a sua evolução?

Do meu primeiro papel até hoje, minha evolução é muito visível. Saí de uma criança que nunca tinha feito curso de teatro e aproveitou uma oportunidade para me tornar um ator profissional.

Sempre busquei estudar tanto o que aparece diante das câmeras quanto o que acontece por trás delas. Ser roteirista e diretor também contribuiu muito para minha evolução como ator, pois consigo ter um entendimento mais amplo do roteiro, do personagem e da linguagem cinematográfica, além de saber utilizar melhor os planos de gravação.

Consegue escolher o que mais gosta de fazer entre teatro, cinema e TV? De que forma enxerga essas três práticas na sua vida e como concilia tantas atividades?

Atualmente tenho mais interesse em atuar em filmes e séries, mesmo estando em cartaz com um espetáculo teatral. Acredito que não exista essa divisão rígida entre ator de teatro e ator de audiovisual. É claro que a forma de interpretar muda, mas o ator precisa saber atuar em qualquer formato.

Como possuo uma produtora artística, estou inserido em todos esses formatos, tanto na atuação quanto na produção. Com planejamento, responsabilidade e muito trabalho, consigo conciliar essas atividades. Acho esse processo bastante desafiador, e é justamente esse desafio que me move, pois me tira constantemente da zona de conforto.

Fale dos seus últimos trabalhos.

Atualmente estou em cartaz no teatro com o espetáculo de comédia Agente 031, no qual interpreto o protagonista — um agente secreto diferente de tudo que já se viu.

Também estou na fase de produção de um curta-metragem no qual interpretarei um dos protagonistas. Fiz uma participação no filme Só Não Posso Dizer o Nome, dirigido por Helvécio Ratton.

Nos últimos anos também estive no elenco de alguns curtas-metragens, entre eles Damas, Palhaçei e Amor em Cartas. Protagonizei a websérie A Loja da Ana e participei como ator principal de dois comerciais da Localiza Seminovos.

Já te acharam parecido com alguma atriz, ator, artista ou celebridade?

Hoje em dia dizem que, em alguns takes, estou parecido com Wagner Moura no filme Agente Secreto e também com o ator João Vicente. Já me disseram ainda que eu poderia ser o irmão mais novo de Cauã Reymond.

Que personagem gostaria de interpretar?

Tenho bastante interesse em interpretar algum investigador ou até mesmo um assassino/serial killer em filmes ou séries investigativas de suspense.

Por também amar comédia, tenho vontade de participar de filmes ao lado de grandes nomes da comédia brasileira. Um sonho pessoal seria trabalhar com Leandro Hassum.

Projetos futuros?

Estou aberto a novos projetos no cinema e na TV sendo agenciado pela Emplacar. Com a minha produtora, Vivendo Nosso Roteiro, estamos produzindo um curta-metragem e um documentário, além de oficinas de construção de personagens — projeto contemplado pela Lei de Incentivo Aldir Blanc em Belo Horizonte. Paralelamente, sigo em cartaz com o espetáculo Agente 031.

Equipe de Conteúdo Emplacar Você

 

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