É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com o ator Ronaldo Camelo, um talentoso artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que o motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Ronaldo compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Quando não está atuando, como gosta de passar o tempo?
Quando não estou no palco ou no set, gosto muito de estar em contato com a natureza, caminhar, geralmente programas ao ar livre e, claro, programas culturais, como museus e teatros. Viajar e observar as pessoas também me encanta. Além disso, adoro criar, seja escrevendo, imaginando novos projetos ou inventando histórias.
Como o teatro entrou na sua vida?
O teatro apareceu na minha vida ainda muito cedo. Desde criança eu gostava de imitar as pessoas. Foi aí que uma professora de artes plásticas me inscreveu na matéria de teatro da escola. Eu nem sabia o que era, mas na primeira aula eu já havia me encontrado. Apresentei minha primeira peça na escola — meu personagem era um bêbado. Um dia, entrei para um grupo amador e descobri que aquele lugar era meu. Desde então, não larguei mais.
O que mudou na sua rotina quando decidiu viver integralmente desse universo?
Mudou tudo. Passei a viver num ritmo diferente, onde cada dia pode ser completamente único. E, claro, é preciso muita persistência e gostar muito. Precisei abrir mão de uma estabilidade que outros trabalhos dão, mas ganhei uma liberdade que me alimenta. É um caminho de entrega, e cada escolha é muito consciente.
Como é para você viver o processo de um novo personagem?
É como mudar de pele. Eu mergulho mesmo: observo, estudo, escuto, converso com pessoas que possam me inspirar. E, quando finalmente encontro o jeito daquele personagem respirar, é como se ele passasse a andar sozinho. É sempre um aprendizado e um desafio.
Você acredita que o artista precisa se reciclar constantemente?
Com certeza. O artista que para de aprender, para de criar. Eu busco oficinas, cursos, leituras, assisto a trabalhos de outros artistas e estou sempre aberto ao novo. Cada experiência soma. A minha palavra favorita pra isso é: escuta!
Do seu primeiro trabalho até hoje, como enxerga sua evolução?
Vejo que amadureci não só como ator e produtor, mas como pessoa. Aprendi a ter mais paciência. E quando eu falo em paciência, é poder fazer um teste, enviar e relaxar, pois fiz o meu melhor. Hoje não tenho mais aquela urgência que a ansiedade mais jovem nos dá. Hoje prezo mais disciplina e confiar no processo. Tenho mais consciência de como colocar o meu corpo e minha voz a serviço do meu ofício, num estado de presença em cena.
Entre teatro, cinema e TV, consegue escolher um preferido?
Cada um tem um encanto próprio. O teatro é o calor do momento, o olho no olho com o público. O cinema é poesia traduzida em imagens. A TV é alcance, é diálogo com milhões ao mesmo tempo. Eu sou noveleiro desde criança — minha cronologia de memórias é muitas vezes associada a novelas. Não consigo escolher um só, eles se completam, e gosto da ideia de poder transitar entre essas linguagens.
Conte sobre os trabalhos mais recentes.
Recentemente, estou trabalhando para voltar com meu espetáculo solo chamado “Zé Petit e Minduim”. Esse solo foi criado em 2018 e estou querendo voltar a rodar com ele, acredito que para 2026. No audiovisual, tenho feito publicidade, comerciais e alguns filmes independentes que estão para serem lançados (40°, produzido pela Aquarella Cine, e Tiro Certo, Rio em Chamas, do diretor Roger Vidal). Isso tem me dado muita experiência de set e muito aprendizado. Têm sido projetos muito especiais, porque me desafiaram e me colocaram em lugares novos como artista. Gosto quando um trabalho me tira da zona de conforto.
Já te disseram que você parece com algum artista?
Já! Kkkkkkkkk. Algumas pessoas dizem que pareço com Marcelo Médicis, mas confesso que sempre acho engraçado, porque fisicamente lembra dependendo da época. E acho interessante como ator. Ele tem facilidade com comédia, eu também, e isso é um ponto de referência para mim.
Existe algum personagem que sonha em interpretar?
Sabe o que sempre esteve na minha mente? Eu sempre quis interpretar um porteiro de condomínio, com humor e, claro, fofoqueiro, porque todo mundo já se deparou com um porteiro que sabe a vida de todos os moradores. Kkkkkk. E claro, tenho vontade de fazer um dia, quem sabe, um papel histórico ou até um vilão muito bem construído — daqueles que fazem o público se dividir entre amar e odiar.
Quais são os próximos projetos?
Tenho alguns projetos autorais que quero tirar do papel. Hoje, o principal é uma minissérie que estou escrevendo sobre uma história pessoal: a descoberta do meu pai biológico. Quero muito poder produzir com parcerias e acho que vai falar com muitas pessoas, porque é um assunto muito comum nas casas do Brasil afora. Estou preparando “Filho de João!” (nome provisório) e também sigo desenvolvendo ideias autorais que envolvem teatro e narrativas populares.
Equipe de Conteúdo Emplacar Você