É com grande prazer que apresentamos uma entrevista exclusiva com a atriz Viviane Marques, uma talentosa artista da agência Emplacar Você, em nosso blog. Vamos conhecer mais sobre sua trajetória, inspirações e o que a motiva a continuar brilhando nos palcos e nas telas. Nesta conversa, Viviane compartilha suas experiências, desafios e sonhos que seguem impulsionando sua carreira.
Conte um pouco de você. O que gosta de fazer quando não está atuando?
Eu amo ler todo tipo de gênero literário, principalmente thrillers. Também assisto séries e filmes, com um carinho especial pelas produções nacionais e espanholas, que são a minha paixão. Danço há 7 anos — sou bailarina de jazz — além de praticar danças pop, flowdance e Lira. Gosto muito de viajar e conhecer diferentes culturas, e estou sempre aberta para uma trilha ou uma experiência nova com meus amigos. Falo espanhol fluentemente, um básico de italiano e um pouco de inglês em nível intermediário.
Como aconteceu o teatro na sua vida? Como e quando começa sua história com a arte?
Desde pequena, sempre pratiquei dança e teatro na escola. No ensino fundamental, tive uma matéria específica de teatro e ali entendi o que a atuação representava na minha vida. Foi um verdadeiro encontro. Ao longo dos anos seguintes, fiz cursos livres, participei de peças e, aos 20 anos, quando finalizei a faculdade de Marketing, decidi que buscaria cursos profissionalizantes para me especializar em artes cênicas. Passei a estudar teatro musical, canto, atuação de palco e audiovisual.
O que mudou na sua vida e rotina quando decidiu viver desse universo? Precisou abrir mão ou interromper alguma coisa?
Me tornei uma pessoa mais feliz. Passei a me entender melhor e me conhecer como ser humano. É incrível como a arte revela partes de nós que nem imaginávamos. Minha rotina ficou mais complexa, sempre com alguma peça, ensaio ou nova forma de estudar as artes dramáticas. Não precisei interromper nada, felizmente, mas a atuação virou prioridade. Enquanto minhas amigas buscavam relacionamentos e outras metas, meu foco sempre foi aprender mais sobre atuação e me jogar nos estudos — e não me arrependo. Tudo tem seu tempo, e foi a escolha ideal para o meu autoconhecimento.
Cada papel é um recomeço. Um novo preparo, um novo estudo, um mergulho em outra identidade. Como é para você viver esse processo?
É mágico. Toda nova personagem é transformadora, desde as primeiras leituras até descobrir quem é essa pessoa, sua gênese, história de vida, motivações e objetivos. Pesquisar, conhecer lugares, épocas históricas e profissionais é fascinante. Tudo que contribui para a construção da personagem é incrível. Mesmo quando criamos uma visão e o diretor propõe outra, o processo de refazer, repensar e se reciclar é rico. Cada personagem deixa um impacto e um ensinamento.
Considera importante que o artista se recicle?
Sim, é fundamental. O artista deve estar sempre aberto a novas técnicas, formatos de estudo e maneiras de aprimorar sua arte. A dramaturgia é um estudo eterno, que levarei até o final da minha vida. As pessoas se transformam, o mundo muda, e a arte também. Não existe um “final” em 3 ou 6 anos como em outras áreas. Um bom ator é um eterno estudante da vida, da arte, das técnicas e das histórias.
Do seu primeiro trabalho para cá, como enxerga sua evolução?
É enorme. Alguns anos atrás gravei meu primeiro curta-metragem com conhecidos e foi transformador. Passei mais de 16 horas naquela experiência e ali entendi a importância do estudo contínuo do ator. Isso me abriu os olhos para buscar diferentes técnicas, profissionais e até entender questões de perfil artístico, escolhas de cenas, entre muitas outras coisas. É uma evolução diária — sempre há algo novo para aprender. Por isso estou sempre disposta e em busca de aprender mais.
Consegue escolher o que mais gosta entre teatro, cinema e TV? Como concilia tantas atividades?
Meu maior amor é o audiovisual, tanto cinema quanto TV. Há algo muito especial em trabalhar as nuances do corpo, das expressões e na forma como sentimentos são externalizados pela câmera. Mas o teatro e a dança sempre vão pulsar em mim. Um complementa o outro, e é essencial estar aberta a todos esses pilares como artista.
Fale dos seus últimos trabalhos.
Fiz um curta-metragem chamado “Julgue-Comigo”, de Leo Vano e Max Polimanti, e participei de um curta universitário de um amigo, chamado “Apartamento 506”. Também ganhei o troféu de 2º lugar no ENDA por uma coreografia de jazz dance da Maiza Tempesta.
Já te acharam parecida com alguma atriz, artista ou celebridade?
Sim! Cada pessoa tem uma opinião (o que é engraçado). Já disseram que minhas expressões no olhar lembram a Alinne Moraes — o que me fez dar uma boa risada —, que quando interpreto personagens mais serenas lembro a atuação da Débora Falabella e que esteticamente pareço com a Natália Lage. Também já me compararam à Alice Braga. Fiquei muito feliz, porque ser comparada a atrizes brasileiras tão talentosas elevou muito minha autoestima como artista. Depois disso, sempre assisto às produções delas para estudar e entender ainda mais suas atuações.
Que personagem gostaria de interpretar?
Tenho muita vontade de interpretar uma personagem de época, especialmente dos anos 60 ou personagens bíblicas. Mas existe um sonho maior: interpretar Iara Iavelberg, uma mulher muito importante na história do Brasil. Seria uma realização poder vivê-la em uma produção audiovisual, seja em filme ou série.
Projetos futuros?
Pretendo escrever um roteiro para produzir um curta-metragem com alguns amigos. Estamos desenvolvendo ideias e um projeto de gravação de cenas e monólogos explorando ainda mais o audiovisual e os meios de comunicação nas redes sociais.
Equipe de Conteúdo Emplacar Você